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Mr Robot: sua democracia pode ser hackeada

Clique e ouça a trilha sonora da série

Mr Robot foi um dos grandes destaque entre as estreias de 2015. Do mesmo diretor de The Girl with the Dragon Tattoo, a série de drama e ficção científica desperta o interesse do telespectador logo de cara. Com uma forte crítica social ao consumismo, exposição nas redes sociais e alienação. A mente do protagonista Elliot Anderson (Rami Malek) permeia entre a linha tênue da razão e loucura. Durante o dia, o personagem controverso trabalha numa empresa de segurança cibernética e a noite começa sua jornada como hacker justiceiro. Elliot sente-se vazio e solitário por ser o único que enxerga o ‘controle mental’ que rege a sociedade moderna. A narrativa tem um ritmo agradável de aliando uma pitada de suspense aos plot-twists da história. Outro ponto que merece atenção são os momentos que o jovem Elliot quebra a quarta parede ao se referir de forma direta ao seu ‘amigo imaginário’ que faz parte da sua personalidade própria. Essa outra pessoa é o telespectador que acompanha todos os dilemas dele? Só assistindo para ter a sua própria conclusão. Confira o trailer da série:

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Zootopia

Clique para ouvir a trilha sonora do filme

Já faz algum tempo que os estúdios Disney reformulou o enredo de suas produções. Antes tínhamos princesas aguardando pela salvação de um príncipe e maldições sendo quebradas pelo beijo do amor verdadeiro. Mas o público muda e a indústria precisa se adaptar aos novos conceitos da sociedade moderna. Para mim, o marco aconteceu em meados de 2010 com o lançamento de ”Enrolados” e se consolidou em 2013 ao sermos apresentados a Ana e sua irmã Elsa em Frozen. Desde então, toda vez que vou ao cinema me deparo com reflexões profundas e valores importantes na formação de qualquer pessoa.

Zootopia é a nova animação da Disney que estreou nas telonas no dia 17 de março. Zootopia é uma cidade diferente de tudo que conhecemos. A metrópole abriga uma grande diversidade de animais sempre prontos para encarar uma nova e divertida aventura. No interior nasceu a coelha Judy Hopps (dublada por Monica Iozzi), filhote de 2 produtores de cenoura, ela não pretende seguir a carreira de agricultura. Seu grande sonho é ser uma oficial de polícia, departamento formado apenas por grandes espécies como leões, touros e hipopótamos.

Judy é um grande exemplo no que se refere a luta por um objetivo e a importância de não dar ouvidos a opinião alheia. Em dado momento, seus pais dizem que para ser feliz ela deve relaxar e deixar rolar. Mesmo contra todas as probabilidades e limitações físicas de sua espécie, ela continua persistindo e se dedicando ao máximo para conquistar seu sonho. O caminho não é simples e Judy enfrenta muitos obstáculos até alcançar seu objetivo.

Uma vez formada na academia, parte para Zootopia de forma a integrar-se ao departamento de polícia. Ao chegar na cidade, descobre que ser a primeira coelha da polícia não é nada fácil. O bufálo chefe a designa para ser guarda de trânsito. Desapontada mas determinada a provar seu valor e conquistar casos de verdade, ela embarca em uma aventura ao lado do Raposo Nick Wilde (dublado por Rodrigo Lombardi) para desvendar desaparecimento misterioso dos predadores da cidade.

Confira o trailer:

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Crossfire – Uma história de obsessividade

Cinquenta tons de cinza foi um sucesso em número de vendas e isso não pode ser negado, mas quando decidi ler algo que me deixasse um pouco mais satisfeita do que a história de um milionário sadomasoquista que curte contratos conheci Toda Sua. Silvia Day conseguiu criar uma narrativa interessante, cativante e sensual com personagens repletos de carga emocional. Gideon Cross e Eva Tramell carregam uma série de sequelas do passado, são feridas abertas de um momento que parece permear frequentemente a cabeça de ambos. Ainda assim, a química sexual entre eles é o ponto forte e se posso dizer, principal deste relacionamento. A quem diga que eles são completamente apaixonados um pelo outro e o amor os rege. É justamente nesta vertente que esta narrativa me incomoda um pouco: romantização da possessividade.. Gideon já começa abordando Eva de uma forma nada comum: Eva, eu quero te comer. Isso foi o bastante para que eu tivesse vontade de fechar o livro e buscar qualquer outra forma de entretenimento. Mas como uma boa leitora cabeça dura resolvi seguir em frente e tentar extrair tudo de bom que aquela narrativa apresentava ao espectador.

SOBRE OS PERSONAGENS PRINCIPAIS:

Eva é uma mulher de 24 anos, independente, determinada e muito responsável no que diz respeito a sua vida, a única coisa que a incomoda é a constante ”observação” de sua mãe que faz questão de monitora-la com as mais diversas ferramentas. Essa super proteção se deve ao fato de sua filha ter sido abusada pelo meio-irmão durante a adolescência. Como é comum a vítimas de qualquer tipo de abuso, Eva levou anos até conseguir contar para mãe o que acontecia. Assim que tornou-se ciente da situação, Mônica passou a tomar as providências cabíveis de proteger a filha e divorcia-se do atual marido. No acordo, Eva recebeu uma indenização de 5 milhões de reais de forma a minimizar seus traumas. Como se o dinheiro fosse realmente apagar todas as sequelas pessoais envolvidas. A vida seguiu, Mônica embarcou em outro relacionamento com Staton e para sua alegria, o novo marido faz de um tudo para proteger Eva de qualquer encontro com o abusador e responsável pelos piores pesadelos de Eva chamado Nathan. O pai de nossa mocinha nunca soube destes abusos e sua relação com a filha é muito boa. Eva, mesmo sobre os protestos de seu padrasto Staton, começa sua jornada profissional como assistente de um gerente de contas júnior numa famosa agência de publicidade local. A agência está localizada no edifício comercial de luxo Crossfire, neste ambiente que nossa mocinha conhece o imponente Gideon Cross. O encontro entre eles não é um amor a primeira vista tão clichê da maioria dos romances. Está mais para uma bela e imponente preliminar, a primeira coisa que vem a cabeça dos dois é sexo selvagem.

Gideon é um multimilionário de 27 anos, possessivo, controlador e que carrega uma série de traumas psicológicos tão profundos quanto os de Eva. Seu pai era um empresário que conseguiu erguer seu nome na ilegalidade e quando a polícia descobriu seu esquema preferiu tirar a própria vida ao ir preso por seus crimes. Nesta época, nosso imponente protagonista tinha apenas 5 anos e de forma a minimizar o trauma, sua mãe resolveu que ele devia ser acompanhado por terapeutas. O que a mãe de Gideon não podia imaginar era que estava entregando seu filho nas mãos de um monstro. O terapeuta abusou do garoto durante anos e isso influenciou profundamente na formação de um homem com personalidade excêntrica, controlador, obsessivo, introvertido e frio. Estas características não fizeram de Gideon um bom partido no campo afetivo mas contribuíram para transforma-lo num bom empresário. Conseguiu reerguer as industrias do pai com pulso firme e responsabilidade conquistando o mercado.

RELACIONAMENTO

O relacionamento de Eva e Gideon desenvolve-se a trancos e barrancos regado a muito sexo, fetiches e brinquedos sexuais. Ciumentos, possessivos, carregados de traumas e cicatrizes internas os dois estão sempre por um fio. Não é amor ou paixão e sim a obsessividade que habita o coração destes personagens, ainda que romantizada. Juntos, eles tentam evoluir este sentimento para algo concreto que os faça crescer emocionalmente. Todos os livros da trilogia prendem a sua atenção por sua eminente predisposição em conduzir o leitor aos limites. Seja nas relações sexuais selvagens de Eva e Gideon, nas explosões agressivas e quase instintivas de raiva ou na dificuldade do casal em dividir a mesma cama enquanto dormem. Fora o casal caliente, ressalto a simpatia cativante do pai de Eva, seu amigo Cary e Ireland, irmã mais nova de Gideon.

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Deadpool é o melhor anti-herói

Clique para ouvir a música tema do tagarela mercenário

Filme de super herói costuma ter sempre o mesmo enredo. Ele tem o dever de proteger, seguir um código de conduta, ser responsável, ponderado e integro. Não podemos esquecer da namorada ou crush que vai ser vítima de todos os inimigos que tentam atingi-lo. É justamente neste ponto que Deadpool diferencia-se, o ‘mercenário tagarela’ é um assassino profissional insano. Mas não se engane! Por trás de toda a irreverência e humor negro, o personagem carrega um passado obscuro, repleto de abuso e violência. Nos quadrinho é possível descobrir que sua mãe morreu de câncer quando ele tinha apenas 5 anos de idade. O acontecimento fez o jovem Wade sair do controle de ver. Seu pai, um bêbado ex militar do exército o espancava frequentemente. Com sua vida desestruturada, o garoto tornou-se um delinquente ainda na adolescência. Em meio a uma das diversas sessões de agressão do pai, Wade resolve revidar e acaba matando-o com uma garrafada na cabeça. A parceria entre Marvel e Fox deixou este pequeno plano de fundo na adaptação do cinema. Nas grandes telas, Wade Wilson (interpretado por Ryan Reynolds no cinema) descobre que tem câncer em estágio avançado e não lhe sobra muito tempo de vida. Para tentar se curar, a ‘única’ chance é se alistar em um programa clandestino que estimula os genes do organismo até que uma mutação aconteça em seu DNA – ou ela morra. No caso de Wade, o processo é concluído com sucesso lhe dando um alto poder de cura e regeneração (parecido com o que acontece com Wolverine em X-MAN). A única ‘sequela’ é a sua pele que fica completamente desfigurada e devo admitir que este processo se dá de forma irônica e dolorosa como sua personalidade.

É neste momento que Wade assume o codinome Deadpool e inicia sua jornada em busca de vingança do cara responsável por desfigurá-lo. Quem acha que o filme contém apenas sexo, drogas e ação está certo! Mas existe uma pitada de romance entre Wade e Vanessa (uma ex-prostituta). Esta relação totalmente improvável envolve muito sexo, piadas infames e companheirismo. Deadpool é uma comédia que atrai o público juvenil que conhece os quadrinhos e encanta os novatos por sua conduta politicamente incorreta, excesso de violência, nudez e humor negro. Vale a pena ir conferir as piadas e dialogar com o protagonista que frequentemente dirigi-se ao público durante o desenrolar da trama.

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As regras de ouro dos casais saudáveis

Sua relação é saudável e estável? No livro As regras de ouro dos casais saudáveis, Augusto Cury apresenta uma profunda reflexão em torno dos relacionamentos. Termos como relação desinteligente, onde o cônjuge é especialista em reclamar do outro ou os atores egoístas que só sabem criticar o parceiro o tempo todo. Na minha opinião, uma das melhores reflexões deste livro é: que tipo de casal você forma: saudável ou doente, inteligente ou desinteligente? O amor não é uma via única, é necessário estar atento ao essencial e entender o mínimo da complexa mente humana. Uma relação saudável precisa ser cercada de alguns conceitos, ou segundo o autor: regras de alicerce. Cury ressalta detalhes como; saber que ninguém é capaz de mudar ninguém, que temos sim o poder de piorar os outros, não de mudá-los; distinguir estratégias erradas como: cobrar o parceiro excessivamente ou dar sermões e criticar o tempo todo. O livro tem uma leitura simples e sugere uma reciclagem em nossa forma de agir. As regras de ouro dos casais saudáveis, na verdade não apresenta ”regras” complexas e de difícil implementação e sim um guia muito simples. Como eu quero te deixar morrendo de vontade de ler o livro, resolvi elencar aqui as 10 regras que constam no prefácio.

1º regra de ouro
Compreender minimamente a complexidade da mente humana

2º regra de ouro
Saber que a intencionalidade não muda a personalidade

3º regra de ouro
Compreender os vários tipos de solidão e as armadilhas das relações sociais

4º regra de ouro
saber que ninguém muda ninguém

5º regra de ouro
Romper o cárcere do fenômeno bateu-levou

6º regra de ouro
Romper o cárcere da rotina

7º regra de ouro
Ser simpático

8º regra de ouro
Ser carismático

9º regra de ouro
Ser empático

10º regra de ouro
Saber que toda mente é um cofre

E você, já leu o livro? Deixe nos comentários a sua opinião a respeito. 😉

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3 motivos para assistir no coração do mar

O filme no coração do mar se passa em 1820, ano que o navio baleeiro Essex parte em busca de óleo de baleia. Os grandes empresários decidem que o navio será liderado pelo inexperiente capitão George Pollard (Benjamin Walker). Essa escolha é baseada exclusivamente linhagem familiar nobre do jovem. Do outro lado, conhecemos Owen Chase (Chris Hemsworth) como seu primeiro oficial. Owen é um jovem sonhador e aspirante a capitão que tem o objetivo de superar a meta traçada por seu empregador para conquistar o cargo de capitão. Owen deixa a sua jovem esposa grávida com a promessa de retornar em breve. Com a tripulação escolhida eles começam a navegação que se estende por meses a fio. Ao atracarem em uma cidade são informados pelos moradores locais que as baleias fugiram para um ponto distante mas são protegidas por uma grande ameaça. Este fato não intimida Pollard e Owen que resolvem ir atrás do santuário e encarar o monstro que espantou outros navegantes. Chegando lá se deparam com uma gigantesca baleia branca que irá lutar por sua sobrevivência e acabará dizimando quase toda a sua tripulação. Eis aqui, 3 motivos pelos quais você deve correr para assistir.

1- No coração do mar é baseado no célebre romance do autor Herman Melville. O próprio Herman é um dos personagens principais do filme. Escritor de um romance sucesso de vendas, ele chega a casa de Old Thomas Nickerson determinado a saber mais sobre o naufrágio do Essex. Se você é um dos fãs do livro, vale a pena ir até o cinema mais próximo para tirar as suas conclusões sobre a adaptação.

2- Os efeitos especiais são muito caprichados e até certo ponto exagerados. Um que particularmente me deixou bastante impressionada foi um plano aéreo que mostra a baleia nadando por baixo dos botes da tripulação. A sua leve sombra demonstra o tamanho do animal e o quanto é frágil a situação dos homens.

3- Uma parte muito interessante é a relação entre Owen e Pollard, eles realmente se detestam. Pollard está a todo momento reafirmando sua linhagem nobre e rebaixando Owen a um mero estrangeiro sem nome. Apesar de toda a divergência pessoal, Owen releva a falta de experiência e ego inflado do capitão. Ele só quer caçar baleias e voltar com Essex cheio de óleo. A promessa de retorno que fez a sua esposa é o que mantém ele firme em seu propósito e na superação dos desafios.

Outro ponto que vale a pena ressaltar antes de finalizar a resenha do filme é o crescimento pessoal do capitão. Não simpatizo com a sua falta de altruísmo e comprometimento com a sua equipe, ainda assim, gostei de sua atitude final. Não vou falar o que ele fez para conquistar meu ‘respeito’, isso você deve descobrir assistindo. 😉

a profecia celestina

A profecia celestina pode mudar sua vida

Quando comecei a ler a Profecia Celestina de James Redfield acreditei que estivesse recebendo conselhos cósmicos que elucidaram parte das dúvidas existenciais que sempre tive. O que mais me chamou a atenção foi a relação entre homem e natureza, energia vital e pensamento positivo abordada. Com tantos pontos positivos é óbvio que o livro entrou na hora para a minha lista de favoritos. Não é só por pela qualidade de sua narrativa repleta de detalhes sobre lugares afastados do Peru ou por todos os dilemas de seus personagens. Alguns ”insights” mudaram a minha percepção sobre a realidade. Este livro é excelente por combinar uma história fictícia que aborda as principais teses psicológicas e espiritualistas contemporâneas. O personagem principal (que por sinal não é meu favorito) decide iniciar uma jornada espiritual motivada por uma série de coincidências que acontecem em sua vida. Ele viaja para o Peru em busca de uma série de nove revelações espirituais citadas em manuscritos do século V ou VI A.C. Este livro teve outras 3 sequências intituladas: The Tenth Insight: Holding the Vision, The Secret of Shambhala: In Search of the Eleventh Insight, e The Twelfth Insight. Sem falar que esta série de livros virou um filme que pode ser encontrado na íntegra e dublado aqui no Youtube. Já leu este livro ou assistiu o filme? Deixe nos comentários a sua opinião! 🙂

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Como criar o seu canal no Youtube com Gustavo Horn

Estava navegando sem pretensão pelo Youtube e deparei com um vídeo novo do Gustavo Horn dizendo que foi convidado pela PUC-PR para dar um curso de extensão chamado ”Crie seu canal no Youtube”. Não pensei duas vezes e resolvi fazer a minha inscrição para aprender mais sobre produção de vídeos com um dos produtores que mais admiro. Não só pela qualidade de direção mas por sua originalidade. Foi um mês incrível em que tive a oportunidade de me aprofundar na prática de produção de vídeos e fazer contato com esse pessoal talentoso que está na foto. Gustavo, se chegar a ler este singelo relato saiba que você tem muito talento para transmitir conhecimento e algo que para mim é fundamental: paciência. Mesmo sem possuir nenhuma experiência anterior em sala de aula, foi nítido todo o comprometimento e sintonia entre a turma e nosso jovem mestre. Gravamos, atuamos, editamos, animamos e principalmente nos divertimos muito neste meio tempo. Foi o pontapé inicial para uma reflexão sobre o que eu produzo para internet e todas as tendências que ainda estão por vir. Se você ficou curioso sobre o que eu consegui aprender neste curso, confira abaixo duas produções desenvolvidas neste período:


O conhecimento da aula foi muito além da experiência do Gustavo, seus amigos e produtores de conteúdo colaboraram com aulas super importantes. Aproveito para deixar os meus parabéns ao grande Pedro Paulo Branco (Pippin), Pedro Da Nóbrega Bearzoti (Pepeu) e Miguel Negrão por todos os conselhos, tutoriais e simpatia. PUC-PR, vocês acertaram em cheio ao convidar o Gustavo para ministrar este curso. Espero melhorar e muito minhas produções daqui para frente já que sou uma aluna formada.

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Aproveito para sugerir que vocês conheçam os canais dos alunos da minha turma e amigos do Gustavo.

Caique Alves: https://www.youtube.com/user/ocaiquesoueu
Pedro Pippin: https://www.youtube.com/user/Lightbulbfilmes
Fahzão: https://www.youtube.com/user/fahzaoTV
Ana Rezende: https://www.youtube.com/channel/UCPuO7M6MHbbyWH-peRzDf2w

Sugestão II: Vídeos produzidos por alguns colaboradores e professores que tivemos!

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Presente para o futuro

O Natal é uma época repleta de amor, carinho, sabedoria e solidariedade. A data também representa a troca de presentes entre as pessoas que nós amamos e queremos bem. A Endeleza está com uma campanha especial neste Natal e o seu presente pode garantir a oportunidade de uma criança do Quênia ir à escola e se alimentar adequadamente. Com apenas R$30,00 você ajuda a comprar 96 REFEIÇÕES! Não conhece a Endeleza? A Associação foi fundada com o intuito de promover a educação e a formação de jovens e crianças carentes concentrados no distrito de Buuri, norte do Quênia. Transforme esta época mágica do ano em oportunidades reais na vida destas crianças. Acesse www.juntos.com.vc/pt/endeleza e saiba como contribuir!

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Humans: a tecnologia pode não ser o que esperamos

Humans é uma série de drama e ficção científica que me fez pensar sobre o futuro e a relação que temos com a tecnologia. A série se passa no universo muito próximo da vida real mas com avanços significativos na área de robótica. Toda família pode adquirir seu “Synth” – um robô de alta tecnologia que trabalha como serviçal e se parece com um ser humano. É então que somos apresentados a família Hawkins que é encarregada da parte dramática da série.

Joe (Tom Goodman Hill) é um pai de família dedicado mas com sérios problemas para conciliar os afazeres domésticos, carreira e filhos. Do outro lado temos sua esposa Laura (Katherine Parkinson), uma advogada que trabalha em outra cidade e lida com sua rotina igualmente alucinada entre se desdobrar para ser uma boa mãe e fantasiar sobre sua liberdade. Outros protagonistas da família que merecem ser citados são os filhos do casal, especialmente a jovem Mattie Hawkins (Lucy Carless), uma estudante inteligente e talentosa que não gosta de sintéticos. Mattie vive raptando, atirando e humilhando os robôs sobre o argumento de que eles são apenas produtos feitos para servi-lá. Toda a raiva da personagem tem um fundo de medo do futuro e do quanto estes robôs podem ser programados para superar qualquer humano em diversas atividades.

No momento de impulsividade causado pela falta da esposa, Joe resolve adquirir um sintético para a família e a batiza de Anita. Quando Laura (Katherine Parkinson) retorna para casa depois de uma viagem de trabalho, encontra Anita em casa auxiliando seu marido em todas as tarefas domésticas e convivendo com seus filhos. É neste momento que Laura passa a ficar mais próxima de seus filhos sempre observando os passos da robô Anita de perto.

Humans - Gemma Chan

Justamente neste ponto que a série me chama muita atenção, pois, se temos toda a dificuldade de adaptação de algumas famílias para conviver com estes sintéticos temos o outro lado da moeda sendo retratado de forma única. Os sintéticos como todo programa de computador, podem ser invadidos ou reprogramados por pessoas com algum conhecimento avançado e tornando-se vulneráveis. Uma série de sintéticos começa a apresentar ‘defeitos’ e agir por conta própria demonstrando sua ‘compaixão’ pelos irmãos da mesma origem. Anita é um dos sintéticos ‘defeituosos’ e antes de chegar até a família Hawkins integrava um grupo de Synth’s fugitivos.

Humans - AMC

Na minha opinião o ponto forte da série é a forma como retratam os dois lados deste processo de adaptação do futuro e o fato dos seres humanos serem tão baixos a ponto de submeter os sintéticos a péssimas condições. A reflexão que fica é: estes projetos merecem trabalhar 24 horas, serem torturados, prostituídos e humilhados pelo simples fato de não serem humanos? É como se a ciência brincasse de ‘criador’ e criatura de forma a satisfazer desejos inconscientes da mente humana doentia.